Como financiar um imóvel em Goiânia? Regras e taxas para sua 1ª casa própria

Financiar um imóvel em Goiânia pode ser o caminho mais rápido para sair do aluguel e conquistar a casa própria. Porém, antes de escolher o banco ou assinar o contrato, é essencial entender as regras, taxas e exigências que influenciam diretamente no valor final do seu financiamento.

Veja a seguir tudo o que muda em 2025, como funcionam as linhas de crédito e o que você precisa comprovar para ser aprovado.

Foto: MySide

Quais são as regras para financiar um imóvel em Goiânia?

As regras são definidas pelos próprios bancos e também pelo Banco Central, que estabelece padrões mínimos para evitar inadimplência e garantir segurança jurídica. Entre as principais:

1. Entrada mínima

A maioria dos bancos exige 20% de entrada, mas existem linhas que permitem reduzir esse valor, especialmente para quem se enquadra em programas habitacionais ou utiliza FGTS.

  • Imóveis novos: entrada costuma ser a partir de 10% a 20%
  • Imóveis usados: geralmente 20%
  • Programas sociais: podem aceitar entrada menor

2. Comprometimento de renda

A parcela do financiamento não pode ultrapassar 30% da renda familiar bruta. Para isso, o banco pede documentação como holerites, declarações de IR e extratos bancários.

3. Análise do imóvel

O banco também avalia o valor do imóvel (por meio de uma perícia). O financiamento nunca cobre 100% do preço — ele se baseia no valor de mercado avaliado, que pode ser menor que o preço anunciado.

4. Nome limpo

Ter o CPF livre de restrições em órgãos como SPC e Serasa é obrigatório. Quem tem dívidas negativadas não consegue financiamento habitacional.

Quais são as taxas para financiar um imóvel em Goiânia?

As taxas variam conforme o banco, o valor do imóvel e o perfil do comprador. Veja as principais tarifas envolvidas:

1. Taxa de juros anual

Atualmente, os financiamentos imobiliários no Brasil operam em duas modalidades principais:

  • TR + juros: geralmente entre 7% e 10% ao ano + TR
  • Juros + IPCA: opção mais volátil, mas com taxas iniciais menores

A depender do banco, perfis com renda maior ou bom score podem conseguir taxas reduzidas.

2. CET – Custo Efetivo Total

Inclui todos os encargos do financiamento, como:

  • Taxas administrativas
  • Seguros obrigatórios
  • Juros
  • Tarifas de avaliação do imóvel

É o número mais importante para comparar propostas entre bancos.

3. Seguros obrigatórios

Todos os financiamentos exigem dois seguros:

  • MIP: morte e invalidez permanente
  • DFI: danos físicos do imóvel

Eles impactam diretamente no valor da parcela.

Qual é o melhor tipo de financiamento para Goiânia?

Goiânia tem forte oferta de imóveis novos, especialmente em bairros em expansão como Jardim Goiás, Bueno, Marista e regiões próximas ao centro. Para quem compra pela primeira vez, três opções costumam ser mais vantajosas:

1. Sistema Financeiro da Habitação (SFH)

Indicado para imóveis de até R$ 1,5 milhão (limite nacional). Permite uso do FGTS e tem juros menores.

2. Programa habitacional do governo (Minha Casa Minha Vida)

Para famílias com renda mais baixa, oferecendo:

  • Juros subsidiados
  • Entrada reduzida
  • Possibilidade de receber subsídio que diminui o valor total do financiamento

3. SFI – Sistema Financeiro Imobiliário

Usado para imóveis acima do limite do SFH ou quando o banco oferece condições especiais.

Documentos necessários para financiar imóveis em Goiânia

Para iniciar o processo, normalmente são exigidos:

  • RG e CPF
  • Comprovante de renda
  • Comprovante de residência
  • Declaração de Imposto de Renda
  • Extratos bancários
  • Documentos do imóvel e do vendedor

Se o financiamento incluir cônjuge ou união estável, ambos precisam apresentar documentos.

Quanto tempo demora para ser aprovado?

Em Goiânia, a média de análise é de 15 a 30 dias, dependendo do banco. Programas habitacionais podem levar mais tempo.

Dicas para conseguir aprovação mais rápida

  • Organize documentos com antecedência
  • Mantenha score de crédito alto
  • Use o FGTS para reduzir entrada e juros
  • Compare propostas de pelo menos três bancos
  • Evite abrir crediários ou solicitar novos empréstimos no mês da análise

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